Brasil: macroeconomia, renda, desigualdade e risco, 2002–2025

Inflação, desemprego, déficit fiscal, crescimento do PIB, desigualdade, renda média real e risco-país.
Inflação IPCADesempregoDéficit fiscalCrescimento do PIBDesigualdade GiniRenda média realRisco-país EMBI+
Eixo esquerdo: IPCA, desemprego, déficit fiscal e crescimento real do PIB (%). Eixo direito: Gini. Eixo direito externo: renda média real mensal (R$). Escala própria: EMBI+ Brasil em pontos-base.
A renda média comparável via PNAD Contínua começa em 2012. Gini de 2010 não aparece na série utilizada.

O que a taxa de desemprego mede?

Na PNAD Contínua do IBGE, uma pessoa desocupada tem 14 anos ou mais, está sem trabalho, está disponível para trabalhar e procura uma ocupação. A taxa considera a força de trabalho: pessoas ocupadas e desocupadas.

Taxa de desocupação = desocupados ÷ (ocupados + desocupados) × 100

Exemplo ilustrativo: 94 pessoas ocupadas e 6 desocupadas formam uma força de trabalho de 100 pessoas. A taxa é 6%.

Ocupados

Incluem empregados, autônomos e empreendedores, inclusive quem trabalha na informalidade.

Fora da força de trabalho

Quem se dedica apenas aos estudos ou aos cuidados da casa e não procura trabalho fica fora do cálculo.

Desalentados

Querem trabalhar e estão disponíveis, mas desistiram de procurar por dificuldades no mercado. Ficam fora da taxa de desemprego; o desalento é medido separadamente.

Receber Bolsa Família, BPC ou seguro-desemprego não determina a classificação: ela depende da situação de trabalho e de procura por ocupação.

Leia a explicação completa do IBGE sobre desemprego.

Como o IBGE verifica a procura por trabalho?

A pesquisa considera a busca efetiva nos 30 dias anteriores e a disponibilidade na semana de referência. Também contempla quem já conseguiu trabalho com início previsto em menos de quatro meses após essa semana. Definição técnica do IBGE.

Sobre este gráfico: a definição acima descreve a PNAD Contínua. A linha histórica de desemprego de 2002–2025 usa uma série harmonizada OIT/World Bank; a PNAD Contínua nacional começa em 2012.

Fontes: IBGE (IPCA, PNAD Contínua, PIB), FMI/FRED (resultado fiscal), World Bank/FRED (Gini), séries históricas de risco-país EMBI+ Brasil.