Brasil: macroeconomia, renda, desigualdade, câmbio e risco, 2002–2025

Inflação, desemprego, déficit fiscal, crescimento do PIB, desigualdade, renda média real, risco-país e valor internacional do real.
Inflação IPCADesempregoDéficit fiscalCrescimento do PIBDesigualdade GiniRenda média realRisco-país EMBI+ Valor do real · US$ por R$ 1
Eixo esquerdo externo (ciano): valor do real em US$ por R$ 1; quanto maior, mais forte frente ao dólar. Eixo esquerdo: IPCA, desemprego, déficit fiscal e crescimento real do PIB (%). Eixo direito: Gini. Eixo direito externo: renda média real mensal (R$). Escala própria: EMBI+ Brasil em pontos-base.
A renda média comparável via PNAD Contínua começa em 2012. Gini de 2010 não aparece na série utilizada.
* Mudanças de método: passe o cursor ou focalize um asterisco para destacar o ano. Clique para abrir a nota e acessar a explicação detalhada.

Valor internacional do real frente ao dólar

Como interpretar

A linha ciano no gráfico principal mostra US$ que R$ 1 compra · média anual das cotações diárias · uma linha mais alta indica um real mais forte frente ao dólar.

2002 · média anualUS$ 0,3527por R$ 1
2025 · média anualUS$ 0,1793por R$ 1
Variação entre as médias-49,2%2002 → 2025 · valor em dólares

Fonte: Banco Central · PTAX venda diária, SGS 1. 6.031 cotações em 24 anos completos. A média é calculada após inverter cada cotação diária R$/US$. Baixar a série anual (CSV).

Marcos metodológicos · 2002–2025

Os asteriscos no eixo do gráfico indicam mudanças das fontes. Abra uma nota abaixo e siga os links para o trecho exato da explicação. As datas de publicação das revisões não são quebras automáticas em séries retropoladas ou encadeadas.

  1. 2006 *IPCA · novos pesos

    A estrutura baseada na POF 2002–2003 entrou em vigor em julho de 2006.

  2. 2007 *PIB · referência 2000

    A revisão das Contas Nacionais publicada em março de 2007 alterou fontes e valores históricos.

  3. 2011 *Câmbio · nova apuração PTAX

    Em 1º de julho, a PTAX passou a usar quatro consultas diárias aos dealers. A média anual de 2011 contém dias dos dois métodos.

  4. 2012 *PNAD Contínua e pesos IPCA

    A PNAD Contínua começou em janeiro. As pesquisas anteriores têm outra abrangência e outros conceitos; a PME continuou até 2016. O IPCA também recebeu novos pesos, com série encadeada.

  5. 2015 *PIB · referência 2010 / SNA 2008

    A revisão publicada em março incorporou novas fontes, classificações e o SNA 2008. Os anos anteriores foram recalculados.

  6. 2016 *Fim da PME

    A PME foi encerrada em março. Esta data marca o fim da pesquisa antiga, sem transformar a PME e a PNAD Contínua em uma única série homogênea.

  7. 2019 *Revisão dos rendimentos

    O IBGE revisou a metodologia e os microdados de rendimentos em julho; indicadores de renda e desigualdade podem diferir de publicações anteriores.

  8. 2020 *Pesos IPCA e coleta remota PNAD

    O IPCA passou a usar a POF 2017–2018 em janeiro. Durante a pandemia, a coleta da PNAD Contínua passou a ser remota, com efeitos sobre as condições de resposta e comparação.

  9. 2021 *Nova calibração da PNAD

    A revisão dos fatores de expansão em novembro reponderou a série histórica de trabalho, renda e desigualdade.

  10. 2024 *Descontinuação do EMBI+

    O EMBI+ foi descontinuado em meados de 2024. Os valores de 2024–2025 deste arquivo exigem confirmação da fonte e não estão certificados como continuação da mesma métrica.

  11. 2025 *Pesos PNAD · Censo 2022

    Novas projeções populacionais, incorporando o Censo 2022, foram usadas para reponderar a série histórica da PNAD Contínua.

Atenção a 2012: as pesquisas de trabalho e renda têm amostras e conceitos diferentes. A PNAD Contínua começou nesse ano; a PME continuou até 2016. IPCA encadeado e PIB retropolado preservam a comparação histórica de forma distinta. Nas linhas harmonizadas OIT/World Bank, consulte também a documentação da série.

Uma revisão dos pesos pode alterar valores passados sem mudar a definição do indicador. Os marcos abaixo documentam as fontes; não certificam que todos os pontos deste arquivo já incorporam a última revisão.

Entenda os indicadores

Abra cada indicador para ver o que ele mede, como interpretar o valor, quando o método mudou e o impacto na comparação histórica. Os exemplos são ilustrativos.

Inflação IPCAComo os preços da cesta de consumo variam% ao ano

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo mede a variação dos preços de uma cesta de produtos e serviços consumidos pelas famílias. É o índice oficial de inflação do Brasil e abrange famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos nas áreas urbanas pesquisadas.

O IBGE compara preços e pondera os itens pela participação nas despesas das famílias, estimada pela Pesquisa de Orçamentos Familiares. Alimentação, transporte e moradia, por exemplo, têm pesos diferentes.

IPCA anual = [(índice de dezembro ÷ índice de dezembro do ano anterior) − 1] × 100

Exemplo: inflação de 5% transforma uma cesta de R$ 100 em uma de R$ 105. Uma queda da inflação de 5% para 3% significa que os preços continuam subindo, a um ritmo menor. Inflação negativa indica queda média de preços.

Como ler o gráfico: a linha mostra o acumulado de cada ano. Sua inflação pessoal pode diferir do IPCA porque sua cesta de compras é diferente da média.

IBGE: o que é inflação e como o IPCA é calculado.

Mudanças de método e comparabilidade

Histórico metodológico deste indicador
QuandoO que mudouImpacto na comparação
Jul./2006Pesos atualizados pela POF 2002–2003, substituindo a estrutura baseada na POF 1995–1996. IBGEAtualiza a importância de cada gasto das famílias; também houve aperfeiçoamentos específicos de métodos e conceitos.
Jan./2012Nova estrutura de pesos baseada na POF 2008–2009. IBGEO método geral foi mantido. Os resultados foram encadeados para permitir comparação histórica.
Jan./2020Nova cesta e ponderação baseada na POF 2017–2018. IBGERepresenta novos hábitos de consumo. A mudança de pesos preserva a concepção geral do índice; não equivale à troca de pesquisa do desemprego.
DesempregoPessoas disponíveis e procurando trabalho% da força de trabalho

Na PNAD Contínua do IBGE, uma pessoa desocupada tem 14 anos ou mais, está sem trabalho, está disponível para trabalhar e procura uma ocupação. A taxa considera a força de trabalho: pessoas ocupadas e desocupadas.

Taxa de desocupação = desocupados ÷ (ocupados + desocupados) × 100

Exemplo ilustrativo: 94 pessoas ocupadas e 6 desocupadas formam uma força de trabalho de 100 pessoas. A taxa é 6%.

Ocupados

Incluem empregados, autônomos e empreendedores, inclusive quem trabalha na informalidade.

Fora da força de trabalho

Quem se dedica apenas aos estudos ou aos cuidados da casa e não procura trabalho fica fora do cálculo.

Desalentados

Querem trabalhar e estão disponíveis, mas desistiram de procurar por dificuldades no mercado. Ficam fora da taxa de desemprego; o desalento é medido separadamente.

Receber Bolsa Família, BPC ou seguro-desemprego não determina a classificação: ela depende da situação de trabalho e de procura por ocupação.

Leia a explicação completa do IBGE sobre desemprego.

Procura por trabalho: a pesquisa considera a busca efetiva nos 30 dias anteriores e a disponibilidade na semana de referência. Também contempla quem já conseguiu trabalho com início previsto em menos de quatro meses após essa semana. Definição técnica do IBGE.

Sobre este gráfico: a definição acima descreve a PNAD Contínua. A linha histórica de desemprego de 2002–2025 usa uma série harmonizada OIT/World Bank; a PNAD Contínua nacional começa em 2012.

Mudanças de método e comparabilidade

Histórico metodológico deste indicador
QuandoO que mudouImpacto na comparação
Jan./2012Implantação nacional definitiva da PNAD Contínua, com amostra e metodologia próprias. IBGEComparabilidade exige cuidado: a PME cobria seis regiões metropolitanas. Suas taxas não formam, por simples junção, uma série nacional homogênea com a PNAD Contínua.
Mar./2016Encerramento da PME, com divulgação final referente a fevereiro de 2016. IBGEAs pesquisas coexistiram entre 2012 e 2016. Portanto, 2012 marca o início da nova pesquisa; o fim da PME ocorreu depois.
2020Suspensão da coleta presencial em março e adoção de entrevistas por telefone durante a pandemia. IBGE: coleta em 2020Mudança operacional e queda de resposta, com efeitos na representatividade da amostra. Isso ajuda a explicar a revisão dos pesos em 2021.
Nov./2021Novo método de calibração dos fatores de expansão. IBGE: notas de 2021Recalcula estimativas e a série histórica. É uma revisão dos pesos da amostra, diferente da mudança de pesquisa em 2012.
31/07/2025Reponderação com projeções populacionais de 2024 que incorporam o Censo 2022. IBGE: reponderação de 2025Atualiza os resultados históricos dos trimestres móveis; publicações de versões anteriores podem apresentar outros valores.
Déficit fiscalA diferença entre despesas e receitas públicas% do PIB

Há déficit quando as despesas públicas superam as receitas em um período. Expressá-lo como parcela do PIB permite comparar esse desequilíbrio com o tamanho da economia.

Déficit (% do PIB) = (despesas − receitas) ÷ PIB × 100

Exemplo: despesas de R$ 110 bilhões e receitas de R$ 100 bilhões geram déficit de R$ 10 bilhões. Com PIB de R$ 1 trilhão, isso corresponde a 1% do PIB.

Resultado primário

Exclui os juros da dívida. Ajuda a avaliar o saldo das receitas e despesas não financeiras.

Resultado nominal

Inclui os juros. Um superávit primário pode coexistir com déficit nominal se os juros forem maiores.

Déficit e dívida

O déficit é um fluxo durante o período. A dívida é um estoque em uma data e também depende de outros ajustes.

Como ler o gráfico: os déficits aparecem como valores positivos: uma linha mais alta representa maior déficit em relação ao PIB. Governo central, governo geral e setor público consolidado têm abrangências diferentes; a comparação exige o mesmo conceito. As fontes originais indicam FMI/FRED sem detalhar a série fiscal específica.

Banco Central: conceitos das estatísticas fiscais · FMI: receitas, despesas e saldo fiscal.

Mudanças de método e comparabilidade

Histórico metodológico deste indicador
QuandoO que mudouImpacto na comparação
Sem uma data únicaAs séries podem usar resultado primário ou nominal e abranger governo central, governo geral ou setor público consolidado. Banco CentralA mesma definição precisa ser mantida ao longo do tempo; mudanças de juros, abrangência ou método não são intercambiáveis.
Revisões periódicasO percentual também pode mudar quando o PIB usado no denominador é revisto. IBGE: retropolaçãoO arquivo original não identifica o código da série FMI/FRED. Assim, não é possível atribuir com segurança uma data de mudança específica à linha fiscal exibida.
Crescimento do PIBA variação do volume produzido pela economia% ao ano

O Produto Interno Bruto mede o valor dos bens e serviços finais produzidos no país durante um período. Contar apenas os produtos finais evita somar duas vezes insumos já incorporados ao produto.

A linha mostra o crescimento real anual: a variação do volume da produção, descontando o efeito das mudanças de preços. Uma alta do PIB em reais correntes pode refletir tanto mais produção quanto preços maiores.

Crescimento real = [(volume do PIB no ano ÷ volume no ano anterior) − 1] × 100

Exemplo: se um índice de volume passa de 100 para 103, a economia cresceu 3%. Uma taxa de −3% indica que produziu menos que no ano anterior.

Como interpretar: o PIB é a produção de um período. O crescimento agregado não informa como a renda foi distribuída nem garante que a renda de cada pessoa aumentou. PIB por habitante, desigualdade e qualidade de vida respondem a outras perguntas.

IBGE: o que é o PIB · IBGE: Contas Nacionais e crescimento em volume.

Mudanças de método e comparabilidade

Histórico metodológico deste indicador
QuandoO que mudouImpacto na comparação
Mar./2007Nova série das Contas Nacionais com referência 2000. IBGE: histórico das Contas NacionaisAtualização das fontes e da metodologia; valores históricos publicados em versões antigas podem diferir.
Mar./2015Nova referência 2010, SNA 2008, CNAE 2.0, novas fontes e ajustes de conceitos e algoritmos. IBGE: histórico das Contas NacionaisRevisão estrutural. Os resultados anteriores foram ajustados por retropolação, preservando uma série comparável.
Após a revisãoA série de referência 2010 incorpora resultados anteriores e cobre agregados desde 1995. IBGE: retropolaçãoAo usar uma única versão da série retropolada, não é preciso tratar 2015 como uma interrupção da produção econômica. Misturar versões antigas e novas compromete a comparação.
Desigualdade GiniO grau de concentração da rendaÍndice 0–100

O índice de Gini mede quanto a distribuição da renda se afasta de uma distribuição perfeitamente igual. O cálculo usa a curva de Lorenz, que relaciona a parcela acumulada da população, da menor para a maior renda, à parcela acumulada da renda recebida.

0: igualdade total

Todas as pessoas recebem a mesma renda.

100: desigualdade máxima

Toda a renda fica concentrada em uma única pessoa.

Quanto menor, mais igual

Uma queda do índice indica uma distribuição de renda menos concentrada.

Exemplo: passar de 54 para 51 indica menor desigualdade. O coeficiente também pode ser publicado na escala de 0 a 1: 0,54 equivale a 54 na escala deste gráfico.

Como interpretar: Gini 54 é um índice, não uma parcela de 54% da população ou da renda. Ele descreve a distribuição; a renda média informa o nível de renda. Compare medidas com o mesmo conceito de renda, população e pesquisa. O gráfico usa a série World Bank/FRED e tem uma lacuna em 2010.

Banco Mundial: definição e metodologia do Gini.

Mudanças de método e comparabilidade

Histórico metodológico deste indicador
QuandoO que mudouImpacto na comparação
2012–2015PNAD Contínua iniciada em 2012; a PNAD anual antiga teve sua última edição em 2015. IBGEMudam pesquisa, amostra e captação dos rendimentos. 2012 é um marco das fontes oficiais; não comprova que a série World Bank/FRED deste gráfico tenha uma troca direta nesse ano.
Jul./2019Tratamento de valores extremos e correção de rendimentos na PNAD Contínua. IBGE: revisão dos rendimentosA revisão dos dados de renda pode afetar medidas de desigualdade calculadas com esses dados.
Nov./2021Nova calibração da PNAD Contínua. IBGE: notas de 2021Estimativas de distribuição da renda baseadas na pesquisa também podem ser revistas.
2025Novos pesos baseados nas projeções que incorporam o Censo 2022; atualização nas divulgações temáticas anuais. IBGE: reponderação de 2025Ginis publicados em versões anteriores da PNAD Contínua podem mudar. Isso não significa que o conceito matemático do Gini foi alterado.
Renda média realRendimento mensal ajustado pela inflaçãoR$ por mês

A renda média real representa o rendimento médio mensal corrigido pela inflação para permitir comparações de poder de compra. Na PNAD Contínua, as medidas de rendimento do trabalho consideram pessoas ocupadas com rendimento e podem abranger o trabalho principal ou todos os trabalhos.

A média é ponderada para representar a população pesquisada. O rendimento habitual descreve o valor normalmente recebido; o efetivo descreve o valor recebido no mês de referência.

Renda real em preços da base = renda nominal × (índice de preços da base ÷ índice de preços do período)

Exemplo: se a renda nominal sobe 5% e os preços também sobem 5%, o poder de compra fica igual. Se a renda sobe menos que os preços, a renda real cai.

Como interpretar: a média pode aumentar mesmo sem aumento para todos, por mudanças na composição dos trabalhadores ou na distribuição da renda. A mediana descreve a pessoa no meio da distribuição. Comparações exigem a mesma medida e base de preços; o arquivo original não informa essa base. A linha começa em 2012, junto da PNAD Contínua.

IBGE/SIDRA: rendimento médio mensal real e nominal do trabalho.

Mudanças de método e comparabilidade

Histórico metodológico deste indicador
QuandoO que mudouImpacto na comparação
2012Início da série nacional da PNAD Contínua. IBGEO gráfico deixa os anos anteriores vazios para evitar uma junção artificial com medidas de outra pesquisa.
29/07/2019Revisão dos rendimentos: tratamento de outliers na série 2012–2019 e de valores repetidos na base de 2014. IBGE: revisão dos rendimentosAtualiza médias e microdados históricos; compare publicações que usem a mesma versão revisada.
2020Coleta presencial suspensa e entrevistas por telefone durante a pandemia. IBGE: coleta em 2020Alteração operacional com perda de resposta; exige atenção à representatividade, especialmente na leitura do período pandêmico.
Nov./2021Alteração da calibração dos fatores de expansão. IBGE: notas de 2021Pesos revistos podem alterar a renda média estimada, inclusive em anos anteriores.
2025Reponderação com projeções que incorporam o Censo 2022. IBGE: reponderação de 2025Revisa a série histórica. Além da versão dos pesos, mantenha o mesmo conceito de renda e a mesma base de preços.
Risco-país EMBI+O prêmio de juros dos títulos soberanosPontos-base

O EMBI+, da J.P. Morgan, é usado como indicador de risco-país. O spread soberano compara o rendimento de uma cesta de títulos de dívida externa do país com o de títulos de referência do Tesouro dos Estados Unidos.

O valor representa o prêmio adicional exigido pelo mercado para carregar esses títulos. É influenciado pela percepção de risco, pela liquidez e pelas condições financeiras internacionais.

100 pontos-base = 1 ponto percentual de juros

Exemplo: 300 pontos-base correspondem a um prêmio de 3 pontos percentuais. Em uma comparação simplificada, uma referência de 4% e um spread de 300 pontos-base implicariam rendimento de aproximadamente 7%.

Como interpretar: uma alta indica maior prêmio exigido pelo mercado. O valor não é uma probabilidade de calote, uma nota de agência de classificação ou a taxa Selic. EMBI+, EMBI Global e CDS têm metodologias diferentes; ao comparar períodos, confirme o indicador e se o valor é média anual ou de fim de ano. Aqui a escala própria está em pontos-base.

Banco Central: definição do EMBI+ e do spread soberano.

Mudanças de método e comparabilidade

Histórico metodológico deste indicador
QuandoO que mudouImpacto na comparação
Meados de 2024Descontinuação da série EMBI+, registrada em documentação da ARSP. ARSP: nota sobre o fim do EMBI+Continuidade exige confirmação: séries posteriores podem usar EMBI Global/EMBIG ou outro indicador, com composição e metodologia diferentes.
2024–2025 no gráficoO arquivo fornecido contém valores sob o rótulo EMBI+, sem identificar a fonte exata ou eventual substituição.Esses pontos não estão confirmados como continuação homogênea do EMBI+. EMBI Global e CDS soberano precisam ser identificados como outras métricas; a troca não deve ser silenciosa.
Valor internacional do realO que R$ 1 vale frente ao dólar americanoUS$ por R$ 1

Este indicador mede o valor nominal do real frente ao dólar. Usa a PTAX de venda diária do Banco Central, expressa originalmente em reais por dólar, convertida em dólares por real.

Valor de R$ 1 em US$ = 1 ÷ cotação PTAX (R$/US$)

Exemplo: com dólar a R$ 5, R$ 1 corresponde a US$ 0,20. Se o dólar passa a R$ 4, R$ 1 corresponde a US$ 0,25: o real se valorizou frente ao dólar.

Como ler: uma alta da linha significa que o real compra mais dólares; uma queda significa que compra menos. Cada ponto é a média dos valores diários de um real naquele ano. A média das inversas diárias difere do inverso da cotação média anual.

A comparação é com o dólar americano. Ela não mede o poder de compra dentro do Brasil nem o desempenho contra uma cesta de moedas. Para essas perguntas, também é preciso considerar inflação ou índices de câmbio efetivo. A PTAX é uma referência; a cotação cobrada de uma pessoa pode incluir spread, tarifas e tributos.

Banco Central: série diária utilizada · Banco Central: perguntas sobre câmbio.

Mudanças de método e comparabilidade

Método do indicador de valor do real
QuandoO que mudouImpacto na comparação
01/07/2011A PTAX passou da média das operações interbancárias ponderada por volume para a média de quatro consultas diárias aos dealers de câmbio. Banco Central: histórico · Anúncio da mudança.Mudou a apuração diária da referência. A unidade R$/US$ foi mantida; as médias de 2011 incluem dias calculados pelos dois métodos.
2002–2025Nesta página, os dados diários são convertidos individualmente em US$/R$ e depois agregados pela média aritmética anual.A regra de agregação é a mesma para todos os anos. Os pontos representam anos completos e não devem ser confundidos com taxas de fim de ano ou cotações atuais.
Ver dados anuais e número de observações
Médias diárias anuais · PTAX venda · Banco Central
AnoUS$ por R$ 1R$ por US$ 1Cotações diárias
20020,35272,9309253
20030,32763,0715253
20040,34242,9257252
20050,41272,4341251
20060,45962,1771249
20070,51531,9483250
20080,55491,8375254
20090,50791,9935250
20100,56891,7593251
20110,59901,6746251
20120,51371,9550251
20130,46482,1605253
20140,42602,3547253
20150,30463,3387250
20160,28883,4833251
20170,31343,1925249
20180,27533,6558250
20190,25383,9461253
20200,19575,1578251
20210,18565,3956251
20220,19405,1655251
20230,20044,9953249
20240,18635,3920253
20250,17935,5855252

As duas colunas são médias calculadas separadamente sobre os valores diários; uma não é o inverso exato da outra. Fonte extraída em 04/10/2026. Os valores exibidos são arredondados a quatro casas decimais.

Fontes: IBGE (IPCA, PNAD Contínua, PIB), FMI/FRED (resultado fiscal), World Bank/FRED (Gini), séries históricas de risco-país EMBI+ Brasil; Banco Central (PTAX venda, SGS 1, câmbio).